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28/07/2009 GMT -1

O MOVEMENTO ANTI-TOURADAS VOLVE A ESCEA EN PONTEVEDRA

augasceives @ 22:19

Un verán máis achégase agosto e o movemento anti touradas en Galiza volve coller azos en Pontevedra. As festas da cidade aséntanse en boa parte na “Feria Taurina”, que son unha fonte de intereses económicos que move cantidades inxentes e é apoiado pola propia administración local da Cidade do Lérez. Intereses económicos, todo sexa dito, que enchen os petos privados dun pequeno reduto que fai o seu negocio na praza privada pontevedresa. A presenza da Plataforma Anti Touradas de Pontevedra garante a visibilidade do sentir maioritario da sociedade galega con respecto a esta caste de brutalidade e maltrato animal que son as touradas (a representación dos instintos máis desprezábeis e violentos da especie humana). Convocada manifestación en Pontevedra para o próximo sábado día 8 ás sete da tarde na Peregrina.

 

A plataforma ten iniciado xa os movementos e as accións previas ao que será a semana cumio das accións. Non debemos cansar de repetir a necesidade de que as clases dirixentes tomen conciencia do que esta “festa”, chamada por algúns “cultura”, está a representar. A violencia en estado puro, o maltrato, o asasinato e a representación duns valores que van contra o civismo e o raciocinio humano. Cando falamos das clases dirixentes, pensamos moi especialmente no BNG, que é quen dende hai dez anos ostenta o goberno municipal e quen non fixo absolutamente nada (máis ca aplicar represión policial contra os activistas anti-touradas) para cumprir co seu discurso e pórlle fin a esta barbarie.

A seguir, reproducimos o manifesto que a Plataforma fixo público recentemente e aproveitamos para apoiar a súa acción e facer un chamamento a acudir á manifestación do día 8.

Pontualmente e como todos os anos desde a imposiçom das touradas na nossa cidade  começou a “Feria Taurina” , umha lamentável exaltaçom da violência, à roda desta festa da tortura. Miles de pontevedreses/as vivem estes dias como um mal inevitável, que se aguarda passe rápido enquanto se suporta com estoicidade. As celebraçons espontáneas do povo nas rúas convivem com esta triste apología da barbárie, com umha expanssom planificada e financiada polo empresariado espanhol, e acelerada há poucos anos.

Mas até aqui chegamos. O dinamismo popular esnaquiçou a pretenssom por associar as festas com as touradas, de tal forma que a imensa maioría da mocidade regeita participar deste bárbaro espectáculo nestes días. Um grupo de colectivos e pessoas decidimos este ano começar a luita para que as touradas passem a ser um mal recordo do passado mais escuro de Ponte Vedra. Opomo-nos a que a nossa cidade seja sede para a realizaçom deste simulacro de volta ao Régime para nostálgicos amantes das torturas legalizadas e fazemo-lo por diversas razons:

1)  Como ecologistas comprometid@s com a defesa do médio, denunciamos o trato cruel e inumano que os touros recebem no transcurso desta mal-chamada festa. Durante o percurso da mesma, o touro é desgarrado, mutilado e torturado de diversas formas tentando fazer passar como valentia a crueldade e a violência contra os animais, num alarde de cinismo hipócrita.

2) Opomo-nos radicalmente a esta festa por estar indisolublemente ligada ao fascismo. Se bem é evidente que nom nasceu com o golpe de estado do 36, lembremos como é que era chamada durante a Ditadura franquista: “La Fiesta Nacional”. Também como o regime favoreceu a impossiçom desta “tradición castiza” no nosso país, com um fracasso estrepitoso. Ao mesmo tempo, a composiçom ideológica dos sectores que assistem normalmente a estes actos nom mudou em grande medida: Segue a ser o ponto de encontro da direita espanholista, a sua festa estrela do ano, com todos os matizes que se queiram.

3)  Constitui umha “festa” imposta, espanholizante, alheia à nossa cultura. Pesia os innumeráveis intentos por introduzir as touradas como parte da impossiçom da cultura espanhola, tam só existe umha praça no nosso país, propriedade dumha empresa madrilenha. A populaçom galega declára-se num 80% alheia às touradas , tal e como amostram as enquisas, e o fracasso continuado das touradas itinerantes no último século evidência a total oposiçom a esta apologia do martírio animal.

4) As touradas som umha festa marcadamente machista, como se pode analisar na figura do toureiro (no 99% dos casos sempre homem), quem sai teoricamente a demonstrar o seu valor ante um animal mui perigoso, apresentando-se como o cúmio da galhardia e da chularia, como o epítome do macho ibérico. Por suposto, a plataforma nom defende a igualdade de sexos à hora de protagonizar esta festa macabra, mas a sua completa erradicaçom.

Por todo isto, Ponte Vedra Ànti-taurina fai um chamado ao conjunto das forças sociais conscientes desta cidade para  mobilizar-nos em contra deste vergonhento show, para atingir-mos a seguinte tavela de vindicaçons ante as diferentes administraçons:

Deputaçom de Ponte Vedra

- Denunciamos a cumplicidade da Deputaçom de Ponte Vedra com estas festas, sendo a principal acreedora de cartos públicos a umha iniciativa privada e brutal como som as touradas. Nom é tolerável que semelhantes práticas sejam subvencionadas com cartos de tod@s nós , no lugar de ser investidas noutras iniciativas sociais e culturais de necessidade.

Concelho de Ponte Vedra

- Declaraçom de Ponte Vedra como “Cidade Ánti-taurina”, e “Amiga dos Animais” deixando claro que a celebraçom destes eventos nom está bem vista.

- Cese imediato de calisquer colaboraçom com a empressa proprietária da praça , “Plazas y Toros S.L.” , assi como das posíbeis  ajudas públicas, sejam directas ou indirectas para com ela.

- Estudar e promover a expropiaçom e reconverssom da Praça de Touros num Coliseu para actuaçons e espectáculos exclusivamente culturais e musicais, capaces de atraer um turismo de qualidade e alternativo ao actual efecto-imám que cada verao atrae à nossa cidade a um turista irrespetuoso com a cultura do país.

- Completa supressom das touradas como reclamo turístico . Nem nas páginas web, nem nas oficinas de turismo, nem nas publicaçons do concelho, valoriçando positivamente que tenham desaparezido do programa das festas.

- Erradicaçom do  uso de espaços públicos para a promoçom das touradas. Nengum outro evento do ano tem tanta presença na rua como este, e desde logo nom é de recibo que umha iniciativa privada empregue os espaços públicos de forma indiscriminada, sobre todo quando é umha grande difussora de valores como a violência contra os animais, o machismo e o espanholismo.

- Instar á Junta de Galiza a aprobar umha Lei de Protecçom Animal que proibirá de forma explícita as touradas e todos aqueles espectáculos o­nde se produça a morte ou tortura de animais.

Parlamento e Junta de Galiza:

- Aprobar umha “Lei de Protecçom Animal” que cumpra o anterior, de facto já recolhido na legislaçom europeia e na carta universal dos dereitos dos animais.

Por todo isto animamos-vos a tod@s a participar em todas as actividades que podamos levar adiante nas próximas semanas a partir do dinamismo popular.

Esta vergonha tem que rematar já!

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